sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Era um livro.

Foi naquele livro aberto, em que foi crescendo. As primeiras páginas daquele livro eram tão inocentes, as palavras eram tão puras, cada suspiro, cada choro era um pretexto para aquele leitor sorrir. E o mais estranho, não existia índice. Seria cada capítulo uma surpresa, uma alegria ou uma tristeza. Então o vento soprou naquele lugar fazendo a página em um instante virar-se. Sua história mudou completamente, porque parece que aquela história tinha ficado mais viva, mais emocionante. E cada linha lida era mais difícil de ser entendida. Suas palavras tinham ficado mais complicadas e mais sérias. Os parágrafos que continham humor foram ficando diferentes. Passou chuva, passou frio, ficou quente, ficou claro, e aquele leitor ainda lá, lendo um curioso livro. E de repente... Acabou.



Ainda sinto saudades daquele tempo, em que eu era a protagonista principal. Meus pais eram os leitores, e o livro era a minha vida.



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                                                                                                                                                                                            Para o PostIt.

4 comentários:

Pessoas que não tem borrachas.