Ela me matava aos poucos, consumia cada pedaço de meu corpo lentamente, desfragmentando-me e espalhando a dor por todas as minhas veias, fazendo eu me contorcer e gritar, que nem um veneno fazendo o seu efeito.
Sai da cama secando as lágrimas que estavam caindo rapidamente sobre minha face, eu tinha medo do escuro da madrugada. Não tinha nenhuma luz acesa, isso me fazia gritar em silêncio.
Eu não podia mais aceitar a ideia de que tinha te perdido, e que nunca mais te veria outra vez. As milhares de fotos sobrevoaram a minha cabeça fazendo eu me sentir angustiada cada vez mais. A noite passou, as lágrimas também, não adiantava, eu não podia mudar isso, poderia morrer. Mas escolhi sobreviver sofrendo com esse veneno. A dor da perda me odiava.

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Pessoas que não tem borrachas.