domingo, 31 de janeiro de 2010

Paraíso.


O fim do dia tinha chegado, eu temia por isso, mas não posso brigar com o tempo. Quando a noite chegou me escondi no mais profundo da minha mente. Eu teria que encarar isso. O céu estava escuro, e então fechei os olhos, eu sabia que tudo ficaria bem. Eu vi o mundo inteiro passar por mim em milésimos de segundos, eu sabia que agora tinha chegado.
Quando abri os olhos eu vi água, mas não era um poço, ou uma lagoa, era muito mais que isso, tentei ouvir os ruidos daquele lugar, mas só o que conseguia ouvir era o barulho da água e dos pássaros cantando alegremente com a minha visita. Eu gostava daquele lugar. Era o único lugar em que eu podia abrir os olhos e saber que tudo ia ficar bem, e sabia que ali eu nunca teria conflitos com alguém.
 Afinal era só eu naquele lugar. Eu ia todos os dias visitar ali, eu era amiga dos pássaros, eles me entendiam como mais ninguém. Eu gostava de lá porque não existia trânsito e nenhum tipo de poluição, acho que era um paraíso talvez. Era o meu paraíso. Mas sabia que não poderia ficar ali para sempre. Eu teria que encarar a vida real e encontrar com os conflitos, trânsitos e poluições. A minha hora tinha chegado, acordei em um pulo rápido, abri meus olhos e vi que estava no mundo real. Mas nem por isso fiquei triste. Eu sabia, sabia que mais cedo ou mais tarde a noite chegaria e eu me transportaria para o meu lugar secreto, onde ninguém iria me achar, ninguém iria me encontrar, e só eu podia ir lá. Dentro de mim. Dentro da minha imaginação. Dentro do meu sonho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pessoas que não tem borrachas.