sexta-feira, 16 de abril de 2010

coisas boas, nem sempre são boas.


Ela aprendeu que viver não era só o fato de estar viva, mas tinha que lidar com o fato de aprender a viver. Caiu no chão escuro de seu quarto várias vezes, e lágrimas percorriam em seus olhos, fazendo-a piscar, e consequentemente deixar cair lágrimas. O sofrimento fazia dela uma menina indefesa, ela não tinha mais quem a protegesse, o seu coração era esmagado cada vez que sentia aquilo. O amor era rude, e até hoje não aprendeu a lidar com ele. O seu sorriso era bonito, e enganava as pessoas ao seu redor que tentavam a consolar, mas o sorriso era enganador, ela sofria por dentro, e ela sabia. Quando a noite caia, ela ia junto. Não só suas forças acabariam ao fim do dia, como ela estaria também acabada. Ela não conseguia pensar, não conseguia respirar. Não conseguia acreditar que mais um dia tinha passado e não se deu conta que enquanto as nuvens desapareciam, a luz do sol que penetrava na janela estava indo, dando lugar ao frio da noite, ao brilho das estrelas, e a beleza da lua, ela continuava lá. Deteriorando seu coração.

Um comentário:

Pessoas que não tem borrachas.