Fomos e somos afetados pela e por qualquer literatura que nos atinge. A relação se estreita, e os afetados saem em vantagem. Leitor e Leitura. Simbiose Literária.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Eu morro
Eu morro. Cada vez que eu penso em ti eu morro. É engraçado eu ver as gotas cairem sobre a parede depois que a chuva vai embora, elas caem me fazendo lembrar das minhas lágrimas. O vento parte para o sul, queria ir com ele. Dizer que o vento leva a minha vida é mentira, mas que bem queria que fosse verdade. Ele percorre em volta das pessoas, admirando cada uma delas, contemplando o sorriso de cada uma delas ao sentir o gelado sobre o rosto. Vou pedir para o vento levar até você todas as palavras que pronunciei em frente ao espelho enquanto treinava para te dizer. É que a coragem eu não encontrei, e a distancia não me ajuda. Manchas de café sobre os rascunhos das suas futuras cartas iriam te mostrar. Eu viajo em pensamentos produzidos por mim todas as noites, sonhos que me levam até você. A imaginação sim é minha companheira. Ela me deixa fazer o que eu quero e como eu quero. Encontrar você na minha imaginação é tão fácil que eu não quero me afastar disso. Mas na verdade a minha angústia é não te ter por perto. Seria tão bom eu te encontrar nos dias frios e com nosso abraço se proteger contra o gelado vento que nos rodeia. Eu queria que você estivesse aqui, pra eu ouvir sua voz todos os dias nos meus ouvidos me fazendo suspirar. É por essa distância que me faz chorar no canto do quarto toda noite em que penso em você. Essa distancia me consome aos poucos, e eu vou perdendo a força. E aí então, eu morro. Dia após dia. E revivo denovo quando você me diz coisas carinhosas, que me fazer sorrir. Mas morro denovo quando eu sinto ciumes. E revivo, e morro. Vivo assim, revivendo e morrendo. E não sei se vou viver ou morrer.
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