segunda-feira, 16 de agosto de 2010



Estava despedindo-se do dia, o sol estava indo embora e levou junto a claridade. Ficou sentada esperando algo que sabia que iria vir. Apesar de já não conseguir exergar nada e só escutar e silêncio do mundo não ficou com medo. Encostou- se na parede da caverna e deixou soar algumas rimas de alguma música. Ela sentiu um sopro em seu pescoço e com cócegas riu baixinho, pensou que fosse o vento, mas ao esquivar o corpo para o lado sentiu sua mão encostar em uma pele macia e quente. Adorou a sensação de ter uma companhia naquele lugar vazio e escuro. A única luz que havia era a da lua, que fazia com que os olhos dos dois brilhassem, e a propósito, estavam bem próximos. Os corpos se aproximaram e não havia mais o brilho dos olhos na caverna, pois estavam fechados. Suspiraram entre si, e se abraçaram pelo resto da noite.

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Pessoas que não tem borrachas.