quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Listen, write,





Não bebo para escrever, não faz meu tipo. As palavras fogem como som na flauta. E como música, as palavras entram na mente tão suaves como a borboleta saindo de seu casulo. Palavras não tem cor, não tem cheiro, mas são aprofundadas de sentimentos e emoções que no peito afloram. Sinto o vendo pousando entre meus dedos, estes loucos e doidos para escrever, qualquer palavra que seja. O sol indica meio dia, mas os ponteiros de meu relógio o contrapõe. O sol fica rondando, mas não pousa. Assim o tempo vai passando, assim as palavras vão surgindo, assim a música vai tocando. 
Meus olhos se fecham quando o sol desaparece, e minha realidade entorpecida de alegria escurece. Vejo agora nuvens vagando pelo céu escuro, passos lentos na água, ventos sobre voando as cidades. Tudo parece mais pequeno agora, antes, o que eram gramas pequenas e verdes, agora viraram flores amarelas e gigantes. Cai um raio. Dois raios. Tremo. Meu corpo balança. E por um impulso incontrolável, acordo. Abro meu olhos, e por outro impulso incontrolável, escrevo.

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