segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dor, amor e outras felicidades.




Ignorei a dor que me rebuscava, e aos poucos foi mudando de cor. Seu estereótipo já podia ser visto como algo bom, mesmo sendo a dor. Mesmo que fizesse doer no mais profundo e ignorante vasto coração, era belo. Sua forma condizia a todos os espectadores, aos amantes, aos conjugados, e aos não participantes. Caminhou sob terra firme até encontrar um buraco, que dali se sumiu. A dor era vasta, não continha tato, desejo e forma, mas parecia-se com algo que fácil flui, e instantemente volta ao seu lugar de origem. E foi assim e aconteceu. Me atingiu como uma flecha ao sair do arco, senti uma ponta de culpa por isso, mas não tinha tentado evitar. Mesmo que quisesse seria incontrolável, e no final, nem foi tão ruim. A dor me sacudiu por dentro e meus olhos se fecharam. Não vi o tempo passar, não vi o dia escurecer, não vi as pessoas cochicharem ao meu redor, não vi algo que me chamasse atenção. Quando abri meus olhos saíram lágrimas, e então, a dor se dissipou entre minhas veias.
Quando amanheceu, vi o sol sorrir a mim do mesmo jeito que a dor se refugiou em meu peito. Eu buscava algo que não sabia onde encontraria, mas de repente, encontrei. Era algo como felicidade, e transbordava em meus lábios. Eu sabia que o motivo era bem simplório, mas não me importei com comentários acerca disso. Tudo o que eu queria era continuar ali, olhando mais uma vez, o sol, que secava minhas lágrimas.

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