terça-feira, 27 de julho de 2010

A última vez.


Ela acordou assustada no meio da noite, esse tinha sido mais um pesadelo. Um daqueles pesadelos em que você sonha a mesma coisa por dias repetidos, e sempre acorda na hora que esta caindo. Sua respiração estava ofegante, e seu quarto era pequeno demais para poder falar com algum eco lá. Seus olhos começaram a se encher de lágrimas ao se lembrar de sua perda. Podia ser uma perda insignificante para algumas pessoas, mas pra ela, perder o amor já era algo de bom tamanho para ferir o coração.
Havia uma pessoa que tinha lhe dito que a melhor forma de esconder as lágrimas, é no escuro. Passou a acreditar nisso, e toda vez que acordava do pesadelo e lembrava da sua perda, não tinha vergonha de chorar, ela sabia que agora, o escuro, que antes lhe dava medo, era o seu maior parceiro.
Não podia mais aguentar a dor de todas as noites, a mesma dor sempre. A dor que ela sentia dentro dela, e que feria cada vez que acordava. Todas as lembranças a faziam sofrer ainda mais. Acreditava que podia estar em um sonho e que quando acordasse tudo seria melhor, mera tolice. Seus atos foram consequentes. Ligou o ventilador mesmo no frio que a perturbava e pôs-se a caminhar lentamente até a janela. Seus passos eram lamentáveis e rastejantes. Odiava ter que fazer isso, mas não podia mais conviver com aquilo. Então foi alí, da janela de seu quarto, em que a brisa pôde lembrar de seu ultimo suspiro. Alice se jogou da janela do sétimo andar. Levou com ela toda a dor, e toda angustia, assim poupava o escuro de se preocupar com ela. Restavam-se agora, somente os lençóis sujos de maquiagem que borrava dos seus olhos quando chorava.

3 comentários:

  1. Bem, a história é linda.. Eu gostei e tals... Tipo, deveria ter sido um grande sofrimento para Alice, no entanto, ela poderia ter lutado, ter sido mais forte, foi tão triste.. D'= Mas, de qualquer forma, foi muuuuuuito lindo e muito bom, parabéns, eu gostei mesmo.

    ResponderExcluir

Pessoas que não tem borrachas.